segunda-feira, julho 1

Criando obstáculos para os insetos - Dificultando sua chegada e ação nos cultivos

Antônio Roberto Mendes Pereira

Em muitas visitas que fiz durante o período do curto inverno que vem acontecendo este ano às propriedades de alunos, percebi que em muitos roçados havia ataque de lagartas. Em algumas propriedades pequenos ataques, em outras intensos, podendo gerar safras de baixa qualidade. Mas também percebi muitos enganos no manejo dados aos roçados que de forma direta contribuem para aumentar os desequilíbrios do agroecossistema facilitando que algumas espécies de insetos venham a causar ataque as estas plantas cultivadas. Conversando com alguns agricultores pais destes alunos investiguei qual seria para eles a causa destes surgimentos de pragas nas suas lavouras. Para a maioria destes agricultores o problema é do tempo, não conseguem relacionar estes ataques a problemas de fertilidade de solo, de manejo errado utilizado por eles no plantio. Sempre as causas são de outra natureza. Uns até alegam que Deus quer assim, logo ele não pode fazer nada. Outros alegam que ele resolve facilmente “é só colocar veneno que tudo se resolve”. Quando falo que os insetos são indicadores de problemas que estão acontecendo no solo ou em outros extratos, me olham com olhos de espanto e de descrédito.

Os insetos precisam ser entendidos e compreendidos como aliados e não como inimigos, eles são responsáveis por uma infinidade de funções nos ecossistemas. Os insetos são também um dos responsáveis pelo equilíbrio saudável dos agroecossistemas. Nos nossos cultivos sua presença em pouca quantidade e em grande diversidade nos é favorável, mas quando sua quantidade aumenta descontroladamente de forma única, estes com certeza vão causar problemas irreparáveis. Todo excesso ou escassez trás conseqüências que muitas vezes são desagradáveis.


Os insetos exercem várias funções nos ecossistemas naturais, porém algumas nos chamam mais atenção. Em muitos momentos os insetos podem ser indicadores de situação. Situações estas que nos mostram como se encontra o ambiente, quer seja do solo, da planta, do clima, entre outros onde possa se desenvolver formas de vida relacionada a produção.

Em muitos momentos servem como fonte de alimento para muitas espécies de animais inclusive o homem, servindo como grande fonte de proteína altamente digestível. Esta função aqui no Brasil é pouco explorada, poderia ser mais utilizada pelo menos nos ecossistemas cultivados como fonte de alimento para muitos animais domésticos, mas a cultura do povo termina por não aproveitar tal presente da natureza. 




Entender e encarar os insetos como aliados exige conhecimentos que muitas vezes nas escolas não são ensinados, quando se fala neste assunto é de forma muito superficial dependendo da série. Fala-se em cadeia e teia alimentar mais não se consegue trazer exemplos do nosso dia a dia, ficando meramente uma idéia muito distante e vaga da compreensão de muitas pessoas. É como se aquilo só acontecesse na floresta, na mata, mas nunca nas nossas casas, nas nossas hortas. E este comportamento termina por passar a idéia de que os insetos são os vilões das plantações, são os responsáveis pelos danos nas lavouras e nos prejuízos. Não consegue entender que os insetos são uma conseqüência de erros ou desequilíbrios causados pelos seres humanos. Eles aparecem na tentativa de concertar estes erros, e logo pode nos servir dependendo do conhecimento que se tenha como indicadores, são como um sinal amarelo de um semáforo nos chamando atenção. É como se quisesse nos dizer “Psiu, você esta cometendo erros utilizando este manejo, repense”. Saber entender estes sinais pode ajudar, observando e não repetindo mais tal ou tais enganos.

Este texto tem a pretensão de mostrar algumas formas de se criar obstáculos para que estes insetos não consigam efetuar ações nefastas e tão devastadoras, até que você entenda e descubra os erros e enganos cometidos, amenizando-os a tempo e evitando reincidir estes mesmos erros nos próximos plantios. Que estas propostas sejam entendidas não como soluções, mas como meros paliativos emergenciais e nunca como soluções repetitivas de forma permanente. Procure descobrir as causas, os porquês, o que vem contribuindo para que este desequilíbrio esteja acontecendo. Seja o pesquisador da sua área de intervenção.


O QUE DEVEMOS OBSERVAR PARA ENTENDER AS POSSÍVEIS CAUSAS DE ATAQUE DOS INSETOS


· Local não adequado para a planta;
· Clima não tolerável para aquela espécie;
· Solo com desequilíbrios de nutrientes, ou excesso ou escassez de algum mineral;
· Falta de umidade suficiente para a espécie;
· Muita radiação solar para a espécie;
· Solo compactado, muito duro;
· Sementes provindas de outros espaços, climas e solos diferentes;
· Falta de matéria orgânica no solo;
· Superpopulação de plantas em um pequeno espaço;
· Monocultivo facilita o ataque de insetos;
· Área anterior de monocultivo;
· Sombreamento excessivo;
· Repetição da mesma espécie no mesmo local sem fazer rotação nem de área e nem da espécie da planta;
· Área com excesso de ventos inibe ou diminuem a fotossíntese.

CRIANDO OS OBSTÁCULOS

A diversidade de alimento provoca a diversidade dos insetos – logo com toda certeza irá surgir insetos que tem a função de controlar possíveis descontroles de qualquer outra espécie. Um dos grandes obstáculos para o não crescimento demasiado e ou sem controle de vários insetos é aumentando a biodiversidade de vegetais nos cultivos.


Tudo junto e misturado – É outra forma de aumentar os obstáculos, pois quanto mais aleatório e disperso for o plantio mais dificuldade os insetos irão ter para encontrar outra planta da mesma espécie para se alimentar. O plantio em linhas com plantas da mesma espécie contribui enormemente para a disseminação dos insetos com mais facilidade.



Plantas aromáticas – Muitos aromas também criam obstáculos para alguns insetos, afugentando e ou afastando algumas espécies dos plantios. Pode-se utilizar esta estratégia nos plantios, fazendo bordas ou barreiras vivas com estas plantas aromáticas. Muitas plantas de cheiros ativos e facilmente podem ser utilizadas, como exemplo podemos citar arruda, determinadas hortelãs, entre outras.


Plantas trampas ou atrativas – É outra estratégia bastante interessante para criar obstáculos para os insetos, tirando a atenção da cultura principal. Estas plantas são escolhidas e plantadas no meio dos cultivos ou até nas bordas atraindo os insetos como fonte principal de alimento, deixando a cultura de lado. Estas plantas podem ser encontradas com muita facilidade quando andamos pelos plantios fazendo inspeção observamos plantas que não são as culturas sofrendo ataques intensos de insetos. Este pode ser um grande indicativo para a escolha desta para ser uma planta trampa.




Lâmpadas atrativas – Muitos insetos são atraídos pela luz, logo esta é outra estratégia que pode ser utilizada nos plantios principalmente durante as noites, como medida de controle através deste obstáculo atrativo com morte certa. Pois próximo desta lâmpada ou luminosidade deverá existir um recipiente com água para o controle de parte destes insetos que foram atraídos. Precisa-se ter cuidado com este sistema, pois podemos colocar em risco atraindo também insetos predadores tão necessários nos ambientes de cultivos.


Iscas atrativas – Pode-se também utilizar-se de iscas de fácil montagem para servir de controle nos cultivos. Estas iscas podem utilizar desde açúcares, aromas, ou até feromônio atrativos. No comércio já existem muitos elementos comerciais com estas características.




Barreiras verdes de vegetação nativa – Ótima estratégia deixando-se entre uma faixa de plantio uma faixa de vegetação nativa, criando avenidas de plantios alternadas com mato nativo, como fonte de alimento para os insetos. Porém também pode correr o risco de estas faixas servirem de abrigos para os insetos dificultando o controle nas faixas de plantio. Logo, é uma ótima estratégia, porém exige certos cuidados e observação atenta.

Pulverização com cheiro de insetos mortos – O cheiro de morte da mesma espécie afugenta os indivíduos. Coletando-se certa quantidade de insetos que estão causando transtornos nos plantios e fazendo-se um macerado com os mesmos pode-se ter um ótimo espanta insetos.


Embalando os frutos – É uma estratégia de obstáculos muito eficiente, porém trabalhosa dependendo da espécie que se está cultivando. Evita o uso de agrotóxicos e necessita de alguns conhecimentos sobre a cultura para saber em qual é o momento ideal para se fazer o ensacamento dos frutos e com que material. A dificuldade de ter acesso aos frutos diminui e impede o ataque.




Rotação de área e de cultura – Esta com certeza é uma das melhores formas de controles de insetos/pragas. Pois a troca de área e de cultivos quebra o ciclo não só dos insetos, mas também de problemas com determinadas enfermidades. Lembre-se de quando for utilizar a troca de cultura não escolher plantas da mesma espécie e da mesma família, este procedimento facilitará a ataque dos insetos, que quando da mesma família tem mais ou menos as mesmas preferências alimentares. 

Disseminando predadores naturais criados – Atualmente muitas empresas optaram pela biotecnologia. E muitos produtos estão sendo projetados para serem industrializados como é o caso de predadores criados de forma comercial. Já existe no mercado várias espécies de predadores para algumas variedades de cultivos, principalmente para as commodities. Funcionam bem, mas continua a mesma lógica apresentada anteriormente, se estes insetos tão causando problemas é porque algo de errado está acontecendo, necessitando-se descobrir as causas para sanar as mesmas no mais curto período de tempo, pois de outra forma a compra destes produtos vão se prolongar.





Como podemos ver existem muitas estratégias para criar obstáculos para os insetos, porém a melhor forma de controlá-los é através de um manejo ecológico dado ao ambiente em especial ao solo. Um solo com uma boa bioestrutura, e com um permanente retorno de matéria orgânica diversificada, cria um equilíbrio onde os insetos são aliados no manejo saudável dos cultivos. Crie formas de dá alimento para este solo, o ciclo deve ser: animais inclusive o homem alimenta solo, solo alimenta planta e planta alimenta animais.



sábado, junho 1

As tecnologias nos afazeres domésticos - Facilitando o trabalho do dia a dia

Antônio Roberto Mendes Pereira

Na assistência técnica quando se fala em tecnologia para as propriedades rurais, sempre se prioriza técnicas e tecnologias que facilitam e aumentam a produção dos roçados, da horta, do pomar e das criações dos animais. Normalmente, quase todas com intenção de produzir insumos para o mercado. Pouco se pensa em tecnologias que facilitem o dia a dia das mulheres nas tarefas diárias de manutenção de uma casa, ou melhor, na facilidade doméstica. Este texto pretende trazer esta preocupação como uma das especialidades da Permacultura, facilitar o manejo no trato dos afazeres domésticos diários. 


Outra preocupação é propor estratégias de desenvolvimento socialmente includentes e ambientalmente sustentável, buscando a melhoria das condições de vida para as famílias que estão na parte mais baixa da pirâmide social.

A Permacultura propõe soluções que aproveitam os recursos naturais para produzir as necessidades básicas das populações locais de cada lugar. Propõe tecnologias apropriadas que sejam poupadoras dos recursos escassos e que causem pouco impactos ambientais, além de gastarem pouca energia para seu funcionamento. 

Necessita-se que as tecnologias criadas sejam também para facilitar a produção doméstica e que não sejam unicamente de cunho comercial, ou seja, para gerar produtos para o mercado. Que estas tecnologias mexam no nível de vida das populações através de ferramentas e equipamentos que facilitem a vida doméstica da família e em especial das mulheres. 

Tecnologias estas, que consigam reduzir o número de horas que uma dona de casa passa para ir buscar a lenha, para pegar água, para clarear os ambientes sem gastar energia. Tecnologias que facilitem os afazeres domésticos, reduzindo o tempo de operacionalização, contribuindo para melhorar as condições de conforto das habitações. Estas são questões que requerem insumos tecnológicos de enorme impacto social, sem necessariamente se traduzir pela criação de mercado para produtos.


Facilidade e comodidade devem fazer parte do design em Permacultura de qualquer espaço projetado. Ter instrumentos ou ferramentas que diminuam o gasto com energia é uma das principais preocupações no planejamento da Zona 0 (casa) e das demais zonas. As tarefas domésticas normalmente não exigem tecnologias de alto conteúdo tecnológico, e em muitos casos são de baixo custo e de fácil aquisição, montagem e manutenção.

Hoje já existem muitas tecnologias criadas que atendem a muitas dessas demandas domésticas, o que se precisa é identificá-las e introduzi-las nos lugares onde elas não são conhecidas. Com isto gera-se imediatamente um processo de inovação com impactos sociais importantes. 

Podemos dizer que inovação é uma combinação nova de fatores de produção em um dado lugar, ou seja, se aplico uma tecnologia de produção superior a que já estava sendo usada, estou criando um caso de inovação tecnológica que pode se traduzir em efeitos econômicos, sociais, ambientais e até sanitários. Logo, o pulo do gato é aproveitar estas tecnologias já existentes, porém desconhecidas em alguns lugares e tentar introduzi-las em novos ambientes. 

Transformar esta tecnologia em uma ferramenta mais social. Que possa ser utilizada por mais famílias é uma tarefa importantíssima para as mudanças nestas comunidades.

Precisamos conhecer o potencial de mudança destas tecnologias como forma de viabilizar as tarefas domésticas na geração de economia de tempo, energia e dinheiro. Tecnologias úteis, práticas e apropriadas as realidade e as necessidades reais das famílias devem ser o norte que guiará estas criações ou invencionice.


Normalmente as Zonas 1, 2, 3, 4 e 5 produzem insumos alimentares ou estruturantes para atender as demandas e as necessidades da Zona 0 ( Espaço grande consumidor de energia, produtos e serviço). Onde parte desta produção é enviada para os mercados gerando moeda que termina por atender as demandas da casa através do atendimento das necessidades dos familiares ali residentes, quer dizer produz-se para vender para depois se comprar. 

Estas tecnologias uma vez instaladas vão poder ajudar diminuindo este consumo de tempo, energia e recursos econômicos, aumentando as sobras e conseqüentemente gerando crescimento interno.

Precisamos desconstruir a idéia de que assistência técnica no campo devem ser apenas para orientar as tarefas produtivas, elas devem transcender a estes aspectos. Elas devem ir desde a uma orientação de um chá para curar determinado mal até na melhoria dos hábitos higiênicos, alimentares entre outros. Logo, esta orientação para a criação e implantação deste tipo de tecnologia deve fazer parte do modelo de ATER (Assistência Técnica e Extensão Rural) preocupado com um desenvolvimento que seja includente, que aumente o capital social das famílias do campo. 

Até parece que esta tarefa de criar e apresentar tecnologias de uso doméstico é das empresas de eletrodoméstico. Uma boa assistência técnica não deve levar apenas tecnologias de inovações que sejam introduzidas somente na etapa de produção propriamente dita. É necessário adotar também inovações tecnológicas, gerenciais e organizacionais e, além disso, fazê-lo em todos os elos da cadeia agro-alimentar: no acesso aos insumos, na produção, na administração da propriedade, na transformação dos produtos na comercialização dos excedentes e por que não como proposta também nos afazeres domésticos. A idéia de tornar as donas de casa e suas tarefas muito mais eficazes e eficientes deve ser um requisito para uma melhoria na qualidade de vida da pessoa humana, lhe permitindo que lhe sobre mais tempo para se cuidar, para o lazer, de momentos de descanso.


A oferta de alternativas de tecnologias deve ser compatível com os recursos que as famílias realmente possuem, para não criar endividamentos, e que não seja necessário recorrer a fatores externos, porque essa maioria simplesmente não poderá adquiri-las.

Muitas pessoas podem encarar tecnologias alternativas e adaptadas e de reuso de materiais como coisa arcaica, ineficiente de baixo rendimento e desempenho, já ouvi até expressão como “tecnologia de pobre e para pobre”. No entanto, este pensamento é de pessoas de pouco conhecimento ecológico, mede o valor das coisas pela quantidade de dinheiro que foi invertida na sua fabricação e no preço final do equipamento. Pensamento como este “Tecnologia muito barata não deve prestar” ou “tecnologia feita de lixo ou descarte eu não quero” são de uma pobreza ecológica sem precedentes.

TECNOLOGIA X RESULTADO

Na proposta e na implantação de uma tecnologia precisam-se levar em consideração algumas variáveis para que esta tecnologia possa ser aceita e vir a fazer parte da cultura da família. Quem for fazer a proposição precisa levar em consideração primeiramente as condições sociais e econômicas da família. Estes dois fatores podem ser decisivos na aceitação ou não da tecnologia. É recomendável que se inicie as proposições selecionando tecnologias sem custo e de resultados imediatos, para ganhar a confiança da família sem gerar gastos econômicos. E com o passar do tempo e da confiança que se for ganhando pode-se ir mesclando como, por exemplo, tecnologia de baixo custo, mas de resultado imediato e assim sucessivamente, mas sempre levando em consideração também a necessidade sentida e não unicamente os desejos da família. Muitas vezes tem-se o desejo, mas existem muitas outras necessidades que são muito mais importantes e necessárias para o bem estar da família.

TECNOLOGIA
RESULTADO
Sem custo
Imediato
Baixo custo
Curto prazo
Médio custo
Médio prazo
Alto custo
Longo prazo


TECNOLOGIAS DE BAIXO CUSTO E QUE PODEM AJUDAR NA EXECUÇÃO DAS TAREFAS DOMÉSTICAS

Vou apresentar algumas tecnologias que podem contribuir muito na manutenção da casa, facilitando o trabalho doméstico.

FOGÃO SOLAR – Ótima alternativa para o aproveitamento da energia solar para cozinhar os alimentos. Existem várias tecnologias para a confecção deste fogão, indo desde os feitos com alumínio até os mais simples feito com papelão e forrado com papel alumínio. Com este tipo de fogão aumentasse a economia da família, pois diminuísse radicalmente o uso de gás GLP. Mesmo em dias de pouco sol, ele pode cozinhar adiantar parte do cozimento dos alimentos.

É de fácil manutenção e manejo, não se correr o risco de explosões, além de não sujar o fundo da panela com fuligem. Diminuísse também o risco de queimar o alimento por esquecimento durante o cozimento, pois o fogão solar cozinha lentamente. É menos arriscado para o manejo com crianças, quando comparado com os fogões tradicionais.

Outra grande vantagem deste tipo de fogão é o não uso de lenha diminuindo radicalmente no desmatamento realizado para a atividade do cozinhar.




FORNO SOLAR – Esta tecnologia utiliza a mesma lógica do fogão solar, porém está mais desenhado para assar bolos, pães, pudins entre outros alimentos desta natureza de consumo. São fáceis de fazer existindo uma infinidade de modelos. Estes também vão desde os feitos com caixas de papelão até os mais sofisticados feitos de madeira. Estes têm ótimo desempenho em dias de verão onde se tem garantia que o sol vai se fizer presente com muita intensidade de luz. 

É bom lembrar que ambos os tipos de tecnologia solar deve ser utilizado no período do verão, quando temos ao nosso dispor grande quantidade de luz solar durante o dia e durante toda a estação.

Este tipo de tecnologia é facilmente transportável podendo ser utilizado nos mais variados locais, exigindo-se apenas que o sol esteja presente. É claro que não se pode comparar estes tipos de tecnologia com as modernas e tradicionais, pois neste caso quem demanda que o cozimento seja mais rápido ou mais lento é a quantidade de luz oferecida pelo sol, enquanto o outro tipo existe uma independência no seu uso. Mas como a questão é diminuir gastos, aproveitar o sol e diminuir o impacto ambiental com menos desmatamento, estes são os mais indicados.


AQUECEDOR DE ÁGUA SOLAR – Esta tecnologia é necessária em quase todas as residências, quer seja do meio rural ou urbana. Em toda casa existe uma grande demanda para o consumo de água aquecida, tanto para apressar o cozimento de alimentos como também para banhos relaxantes entre outras atividades domésticas. Várias tecnologias foram criadas e adaptadas para executar tal tarefa, muitas utilizando utensílios muitas vezes de descarte como as garrafas pet. A eficiência destas tecnologias está diretamente ligada ao capricho de quem às constrói e ao tipo de material utilizado. São sempre tecnologias de baixo custo quando se segue a lógica de reutilização de materiais.


LAVADORA DE ROUPA – Tecnologia de grande ajuda para as donas de casa. A lavagem das roupas exige um grande gasto com energia quer seja na lavagem de forma manual como também com o uso de máquinas elétrica. Mas hoje já existem tecnologias alternativas que utilizam tanto a força mecânica associada também a força do vento para executar tal tarefa.


BIODIGESTOR – Equipamento que produz gás para ser utilizado na cozinha e em vários tipos de equipamento que tenha versatilidade de funcionar a partir do uso de gás metano. O insumo principal para a produção deste gás são os estercos dos animais. Este equipamento ou tecnologia tem a capacidade também de gerar adubo líquido conhecido como biofertilizantes, que pode ser utilizado nos mais variados cultivos.


GELADEIRA DE BARRO – Tecnologia que pode ajudar bastante na conservação dos alimentos in natura como hortaliças e frutas, aumentando o tempo de armazenamento destes alimentos, sem gerar gastos com energia elétrica. 

A zeer como também é conhecida é construída colocando uma panela de barro dentro de um pote de barro maior com areia molhada entre as panelas e um pano molhado em cima. O dispositivo esfria quando a água evapora, permitindo que alimentos armazenados na panela interior possam ser mantidos frescos por muito mais tempo em um clima quente e seco. Ele deve ser colocado em um espaço, seco e ventilado para que a água evapore de forma eficaz para o exterior. Refrigeradores evaporativos tendem a não funcionar adequadamente em climas com ambiente de alta umidade.


FILTRO BIOLÓGICO DE ÁGUAS CINZA – Toda casa gera água residuais que poderiam ser reutilizadas em diversas atividades produtivas, entre elas irrigação de alguns cultivos. Porém, para que isto possa acontecer se faz necessário recondicionar estas águas cinza. 

Um dos métodos de tratamento de águas residuais é o biológico. Este sistema é baseado na atividade biológica de microrganismos anaeróbicos ou aeróbicos para a remoção de matéria orgânica presente na água (Spadotto e Ribeiro, 2006). Assim, a água suja pode ser tratada através de processos biológicos, e só depois de passar por este processo é que deve ser devolvida aos córregos ou utilizada nas práticas de irrigação. Ou seja, é possível tratar a água cinza da sua casa usando as raízes das plantas, areias e pedras e os microrganismos. Esse é o objetivo dos filtros biológicos, que, além de tratar a água, pode deixar seu jardim ou até mesmo sua horta mais bonita e produtiva.


Estas e muitas outras tecnologias de uso doméstico podem ajudar enormemente na vida das donas de casa, gerando tempo para um descanso merecido, além de diminuir os gastos com energia elétrica, que a maioria dos equipamentos oferecidos pelo mercado utiliza este tipo de energia para o seu funcionamento.

Pesquise neste mesmo blog, que você encontrará muitas outras tecnologias interessantes para a melhoria da qualidade de vida de muitas famílias quer seja do campo quer seja das zonas urbanas.

A proposição e introdução de tecnologias para melhorar este espaço da propriedade (a casa), são de uma importância fantástica. Ter equipamentos eficazes de baixo custo de aquisição e de fácil manutenção com certeza é de grande ajuda na economia financeira das famílias.


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