sexta-feira, junho 3

Perambulança animal - A busca natural de alimentos


Antônio Roberto Mendes Pereira

A vontade de criar animais é pré- histórica no caminho da racionalidade humana. A vontade de comer carne fez com que o homem buscasse inventar formas de criar sistemas para criar os animais, domesticando os mesmos. Domesticar neste conceito seria interferir no instinto nos hábitos naturais dos animais, para atender as 
necessidades humanas.


Para criar estes animais os homens foram de encontro aos princípios da natureza. A liberdade dos animais de perambular lhe foi tirada em troca de um espaço limitado, e em muitos casos, em espaços antinaturais (gaiolas, viveiros, galpões, etc.).

Perambular neste texto é a liberdade natural dos animais de, ir e vir, na busca de alimentos e de condições adequadas para a sua reprodução e desenvolvimento, de forma natural, ou melhor, espontânea.

Ação do homem nesta racionalidade da criação dos animais segue na sua maioria a seguinte lógica.

·       Capturar a força ou comprar os animais que deseja criar;
·       Prende os mesmos em espaços que ele acha conveniente, tirando toda sua liberdade de perambular;
·         Inibi os hábitos naturais dos animais como por exemplo, ciscar, fuçar, roer, incubar, acasalar, entre outros, a depender da espécie a ser criada e das necessidades humanas;
·      Alimenta ao seu bem querer os animais, diminuindo a diversidade de escolha para uma alimentação dita balanceada, muitas vezes sem cheiro e nem sabor, na sua maioria de forma única e repetitiva durante toda a vida do animal no cativeiro (como deveriam ser chamadas as habitações tecnológicas);
·         Provoca a convivência e contato dos animais com suas feses e urina durante toda sua existência;
·      A matança animal é realizada na sua maioria de forma coletiva e estressante, liberando para carne uma quantidade enorme de toxinas, que são cancerígenas para quem dela come.

As estruturas físicas das habitações, em grande parte, não copiam e nem levam em conta as formas do ambiente natural preferido pela espécie que se cria. Ás vezes são instalações sofisticadas para atender as necessidades não dos animais, mas as comodidades dos seres humanos e das normatizações e legislação. Como exemplo ilustrativo as galinhas na sua maioria gostam de dormir em árvores no alto, em poleiros e nas criações industriais até este hábito é retirado.

Os animais são submetidos desde o momento que nascem a tecnologias antinaturais de amputação a depender da espécie como, por exemplo:

Suínos – Corte dos dentes, corte da orelha, corte da cauda, separação da mãe, castração, injeções de A ou B medicamentos, etc.


Aves – Nascem numa incubadora não conhecendo sua mãe, transportados em caixas superlotadas, vacinadas no olho, no bico, na asa, e em determinada idade debica-se para que as mesmas não escolham, não separem sua alimentação, sendo obrigados a comer tudo junto e misturado numa disputa diária e continua. Chegando  também ao absurdo de vacinar os pintinhos ainda dentro do ovo.


E tudo isso, faz parte de um currículo de formação profissional para ensinar aos produtores, através de uma extensão rural distante das necessidades de conhecimentos para as mudanças reais na realidade.

Bovinos – Afastamento da mãe assim que nasce, desmame precoce, descorna, até no transporte para o abate este animal vai levando choques elétricos para ficar de pé, para não tomar espaço de outro animal no caminhão de transporte. Chegando ao matadouro, este animal é colocado em grupos, e antes de ser abatido passa por um corredor (calvário), sentindo e ouvindo os demais animais do grupo mugindo com  medo e ouvindo as dores do abate. Forma desumana de abate.

As vacas leiteiras são os animais mais explorados do planeta: são repetidamente engravidadas à força para produzirem leite, sofrem durante dias a angústia de lhes verem retirados os filhos logo que nascem, são constantemente atormentadas pela maquinaria que as fere, enquanto lhes suga o leite que era destinado aos filhos e, no fim, acabam numa "refeição feliz" do McDonald's ou num outro hambúrguer qualquer.
Muitas pessoas julgam que as vacas produzem leite por obra e graça do Espírito Santo, mas a realidade é bem mais mundana. Para manter uma produção ininterrupta de leite, as vacas têm de ser repetidamente forçadas a engravidar e a dar à luz um filho. 
Costumam ser engravidadas através de inseminação artificial, o que envolve a introdução forçada de um braço no recto da vaca para posicionamento do útero, enquanto um instrumento para depósito do sêmen é empurrado pela vagina. Para recolha do sêmen, é comum utilizar-se um boi macho castrado a fazer o papel de fêmea, já que uma fêmea não conseguiria agüentar tantas montas consecutivas. O sémen é recolhido enquanto o boi reprodutor é obrigado a montar o boi castrado.




E assim se sucede em muitas outras espécies, só muda o manejo e as tecnologias a ser aplicadas. Em nome do desenvolvimento e do aumento de produtividade e produção para atender uma população carente e esfomeada por proteína animal.

Em relação à alimentação e ao peso dos animais, a intenção permanente é engordar os animais. Torná-los gordos é a certeza que a tecnologia esta funcionando muito bem. Diferentemente da natureza, dificilmente encontramos um animal gordo ou obeso nos ecossistemas naturais, qualquer animal que entra em processo de acumulo de gordura conseqüentemente ele diminui suas atividades físicas de deslocamento, fica mais lerdo e facilmente vira presa dos predadores, logo esta perda de atividade provoca no mesmo a diminuição deste acúmulo de gordura, voltando rapidamente ao equilíbrio necessário, para manter sua busca de caçar alimento, de encontrar e disputar as fêmeas para reprodução e porque não dizer também de escapar dos predadores.

A mistura de rações é para alcançar este estágio de desenvolvimento. Muitos animais ficam acima do peso da sua espécie de forma coercitiva unicamente para atender as tabelas de desenvolvimento animal. Como por exemplo, os perus de natal, recebem alimentação no bico para atingir peso acima da capacidade que sua estrutura corpórea suporta. A mesma coisa se faz com os gansos lhe forçam comer quantidades exageradas de alimentos oleosos para que seu fígado se avolume, para mais uma vez atender a uma vontade imbecil de determinadas classes sociais de comer patê.



Chega-se ao cúmulo de  aplicar hormônio (anabolizantes) nos animais para que o mesmo alcance pesos acima da sua carcaça em relação a sua idade. A pressa do fazer logo, de alcançar mais, com menos tempo é fruto de um sistema antinatural que transforma a criação animal em uma máquina de produzir carne, leite, ovos, pêlo, couro, entre outras aptidões como lhe classifica as divisões Zootécnicas.

Com o estímulo do uso de rações balanceadas através do marketing e propagandas, provoca nas pessoas a dependência para poder criar. São estimulados via mídia, para comprar sempre, já que não se ensina preparar rações balanceadas (segredo do sistema, caixa preta, fórmula secreta). Pois, para  confeccionar uma ração balanceada, exige do criador conhecimentos bromatológicos que nem todo mundo tem. Ração balanceada é uma linguagem técnica que nossos produtores não sabem fazer mais querem comprar, até se endividam para alimentar seus animais com estes preparados. Muitas vezes  diminuindo os seus ganhos, mas alimentando um sistema onde o marketing é a alma do negócio, “para provocar a compra e o endividamento”. Muitos produtores alimentam seus animais com excessos de proteínas para algumas fases da criação por não ter as informações de forma completa. Aumenta-se os gastos em troca de alguns litros ou quilos de carne a mais, sem levar em conta a conversão alimentar dos mesmos.

Os chestes vendidos normalmente na época natalina nada mais é do que animais aleijados por uma genética proposital de aumento de carne em determinadas parte do corpo de uma ave. Assim também acontece com os suínos, já tem uma linhagem de suínos que tem uma costela a mais, tudo projetado para vender e atender um mercado que adora costeleta de porco assada ou defumada. Chega-se ao absurdo de comer bezerros recém desmamados atendendo a um cardápio de uma elite que quer comer baby beff, carne tenra, mole com gosto de leite como é divulgado pela propaganda comercial.

Não existe freio, controle, e nem proteção para estes animais? O que fazer para controlar estas formas antinaturais de criar os animais. Já que tirar este hábito carnívoro dos seres humanos é tão difícil e distante da sociedade atual e a meu ver futura.

Este texto pretende trazer novas formas Permaculturais de  criar animais menos impactantes e menos animalescos. Criar estes animais tendo como guia permanente as formas que a natureza aplica a séculos para criar seus animais, não importando o tamanho e o comportamento de cada espécie.
A questão que se coloca é:

É melhor criar os animais ou permitir que eles se criem? Ou projetar habitat naturais para que eles se criem?


COMO A NATUREZA CRIA SEUS ANIMAIS?

A natureza não cria os animais, ela gera habitat, onde estes animais podem encontrar o que precisa, e ter suas necessidades atendidas de forma espontânea e permanente. Se a oferta diminui, caminha-se mais um pouco e a oferta é novamente atendida. Quem balanceia a dieta são os próprios animais quando por livre arbítrio escolhem o que comer, quando comer e em que quantidade. Esta escolha através da perambulança permite que os animais cresçam de forma sadia e sem pressa.



A textura e consistência da carne são completamente diferentes dos animais criados em cativeiros ditos criações tecnológicas. Percebe-se claramente esta afirmativa quando comemos carne de frangos de corte. Sua carne é mole, cozinha rapidamente e se não  estiver atento durante o cozimento a carne pode se esmigalhar, se dilui como um caldo. Seus ossos são mastigados facilmente (pouca calcificação), porém, quando comparamos com a carne de uma galinha de capoeira que foi criada perambulando, percebe-se o oposto, uma carne mais dura, avermelhada, com sabor característico, e seus ossos são duros de difícil mastigação. Características estas que demonstram uma carne trabalhada pela natureza.


 As carências minerais de vitaminas e proteínas são atendidas através do sabor dos alimentos, da cor, da espécie vegetal e do momento em que a natureza se encontra (estações climáticas) para o oferecimento de ervas, plantas, entre outros alimentos. Não  precisa contratar um especialista em bromatologia para ensinar aos animais, a natureza já os dotou desta sensibilidade e percepção gastronômica, de saber escolher o que seu corpo precisa. Dificilmente vemos um animal criado perambulando, morrer intoxicado porque comeu alguma erva tóxica.

Não há excesso no oferecimento da natureza, a não ser quando o ambiente esta desequilibrado. Logo, ela sabe dá gosto, onde precisa ter sabor, ela sabe dar dureza, onde não precisa ser mole, ela sabe produzir biologicamente completo e no tempo certo, controle de qualidade, garantido sem necessitar de selo, ou certificação.

As ferramentas utilizadas para sobreviver nos ecossistemas para encontrar seus alimentos, processarem e se defender dos predadores e das intempéries são algumas parte do seu corpo e algumas exsudações. Não é a toa que existem vários tipos de bicos, de patas, de garras, de carapaças, de focinhos, estas e muitas outras são ferramentas que a natureza dotou as espécies para melhor viver e se adaptar ao ambientes dos ecossistemas onde vive. Numa criação tecnológica muitas destas ferramentas são decepadas, retiradas e aniquiladas, levando o animal a ficar inteiramente dependente do que o homem decidir. É a escravidão animal, onde o homem por não querer entender as espécies, ele aprisiona para melhor ter o domínio.


As imagens acima mostram ferramentas naturais dos animais para executar tarefas cotidianas no âmbito de defesa, alimentação entre outras. A natureza fez para atender a determinadas funções, precisamos entender isto.

Os hábitos dos animais não são respeitados, fuçar, ciscar, roer, entre outros não são atendidos nas criações técnicas. Alias criaram-se tecnologias cirúrgicas para retirar ou inibir estes hábitos naturais de cada espécie. Os suínos, por exemplo, adoram fuçar, numa criação tecnológica coloca-se funcinheiras (argolas no nariz) para evitar que eles possam executar este hábito natural e espontâneo de sua espécie. Nos frangos de corte o hábito de ciscar lhe é retirado pela quantidade de animal colocado por m² (10 aves por m²). Ao tirar um frango de corte do seu cativeiro de criação (galpão) e colocá-lo em outra área verifica-se que os mesmos não sabem nem andar, não consegue se deslocar fica tremendo sem saber andar naquele tipo de piso. O animal é visto e tratado como uma máquina, que apenas se aperta um botão e ele come, o resultado final é o que ele produziu depois de ter comido.

A seleção natural dos animais é feita permanentemente através dos predadores que cada espécie tem. Um animal doente ou enfermo é um alvo para os predadores. A predação é a forma que a natureza utiliza para selecionar e melhorar as espécies. Permanece quem é mais forte, e mais ágil. A camuflagem é uma estratégia natural que muitos animais utilizam para se esquivar dos predadores e poder viver mais e melhor. Os pais defendem suas crias, tem algumas situações, em algumas espécies que, quem cuida das crias são os machos. Todos estes comportamentos acontecem independentemente do ecossistema, na água ou no solo, no seco ou no molhado, no frio ou no quente. Em todos os ecossistemas a natureza vem trabalhando no aperfeiçoamento e na adequação dos mesmos, sempre buscando atender as demandas dos elementos que nele vivem.

Dificilmente se encontra na natureza um animal com defeitos físicos, pois este diante dos predadores é uma presa fácil. O corpo perfeito para viver naquela realidade do ecossistema é uma adaptação que acontece permanentemente. Ver “A adaptação necessária para a evolução dos ecossistemas”.

A escolha do macho para o acasalamento também é uma forma de selecionar as espécies, pois um casal forte a tendência natural é gerar filhos fortes. A escolha do macho é tarefa da fêmea, diferentemente dos animais criados em cativeiro, quem escolhe com quem a fêmea vai acasalar é o homem, não levando em consideração a escolha natural e a preferência particular da fêmea e sim a HUMANAL, se podemos chamar assim este processo de escolha.

Na natureza, as necessidades fisiológicas não são realizadas internamente nas habitações, geralmente são realizadas fora destes ambientes, como uma forma instintiva de manter a higiene do ambiente e evitar enfermidades. Não vivem onde defecam ou urinam, esta necessidade é feita noutros espaços. Somente algumas espécies praticam o consumo de suas próprias feses (caprofagia).

Enfim como vemos os animais que se criam de forma espontânea e natural encontram suas necessidades logo ali no gargarejo, no ambiente onde vive. A quantidade necessária de área por espécie e por animal de cada espécie é variada, a natureza controla estas áreas através da disponibilização de alimentos, dependendo também da estação do ano.

Sugestões para uma criação menos estressante e ambientalmente correta.

O manejo da criação de animais seguindo alguns princípios básicos da natureza traz várias vantagens podendo até diminuir exponencialmente o tempo de labuta no manejo.

A primeira tarefa para criação de animais é o preparo da área para a entrada dos mesmos. O habitat precisa ser projetado levando em conta a espécie ou as espécies que neste ambiente irá viver e conviver, já que a diversificação é uma constante na natureza.


VANTAGENS

A.     Diminui a necessidade de compra de insumos para alimentar os animais, já que a maioria das necessidades deve ser atendida nos habitat que vão ser implantados. Estes habitat devem ao máximo ser análogos aos naturais, contendo diversidade de espécies vegetais e de micro climas. A água deve ser uma preocupação permanente, quanto mais próximo dos animais menos deslocamentos para sanar as necessidades de sêde.



B.     A liberdade diminui o estresse logo, devem-se montar espaços onde os animais possam se deslocar sem a sensação de estar limitado, preso, sem espaço. Não existe um tamanho pré-definido, este deve ser identificado e calculado a partir de cada agroecossistema  e da sua riqueza vegetal e da espécie animal que se pretende incentivar que eles se criem. Na criação de abelhas que o homem acha que criam, as abelhas se criam sozinhas o homem moldou uma habitação mobilista para as abelhas, mas onde buscar o néctar, o tipo de flor a ser visitada, e a quantidade de filiação e demais fases biológicas quem tem o poder de decidir de fazer ou não, com certeza não é o homem, mas as abelhas. É um exemplo clássico e natural de liberdade assistida que vem dando certo, quando o homem não excede nas suas necessidades em detrimento das necessidades das abelhas (coleta de mel).

C.    Mais tempo livre para o homem para investir em outras atividades internas ou externas a propriedade. O homem se sente mais livre, pois o manejo de alimentar, de saciar a sêde entre outras atividades os próprios animais irão fazer, procurar de forma espontânea desde que os habitat criados estejam adequados a espécie escolhida. Esta liberdade também estimula o instinto de defesa e conseqüentemente de proteção.

D. Estímulo a produção de um animal de qualidade, rústico, resistente e de qualidade de produção biologicamente mais completo nutricionalmente. Ele busca balancear sua alimentação a partir do que encontra no habitat oferecido. Ele sabe o quanto comer e o que seu corpo necessita para atender suas necessidades, desde que tenha ao seu acesso a diversidade de escolha.

E.     Os custos de produção vão quase a zero, pois não estamos criando os animais e sim eles estão se criando. Quanto mais diversificado o sistema mais aumenta a capacidade dos animais de ter um cardápio variado. É claro que a intervenção humana pode ocorrer buscando atender a preferência da espécie por determinada planta, fruto, erva ou outro tipo de alimento. Esta intervenção poderá se fazer introduzindo estas espécies de alimentos nos habitat que está sendo projetado.

OUTRAS MEDIDAS NECESSÁRIAS

1.      Antes de escolher as espécie ou as espécies a ser criadas, veja se primeiro se seu agroecossistema atende as seguintes demandas animal:

·         Necessidade da espécie – Toda espécie tem necessidades especificas que precisam ser atendidas. Como exemplo, podemos frisar em relação as aves: elas necessitam de ciscar, de comer pedrinhas, de tomar banho de pó, de dormir em empoleirada, de comer insetos e grãos, etc. Quando estas necessidades não são atendidas com certeza o seu desempenho da raça não é alcançado, ela fica estressada.

·       Função no sistema – É necessário identificar qual será a função deste animal no seu agroecossistema. Todo elemento precisa desempenhar  funções para manter o agroecossistema em perfeita harmonia e tendo as necessidades do sistema atendidas dentro do próprio sistema. Como exemplo as aves podem desempenhar as seguintes funções no sistema: controlar insetos os mais variados possíveis, comer algumas ervas indesejáveis no sistema, afugentar algumas espécies de cobras, adubar as áreas com seu esterco, etc.

·         Produção – Preciso identificar quais as produções que este animal pode me oferecer, e tentar ao máximo aproveitar todas as possibilidades produtivas da espécie escolhida. Nas aves de produção posso identificar: ovos, carne, penas, esterco, etc.

Se todas estas perguntas forem respondidas e atendidas no agroecossistema que vai receber a espécie animal que se pretende criar, significa que existe possibilidade real da criação ter sucesso de forma harmônica contribuindo também para que o sistema evolua e se torne mais diversificado.

2.   Como segunda medida antes de criar qualquer animal deve-se preparar o ambiente (habitação, alimentação e comodidade). Muitos agricultores primeiro adquirem os animais e só depois se preocupam em preparar as instalações necessárias como também em relação à alimentação.

3.      É necessário selecionar a espécie ideal para o ecossistema que se dispõe como também a raça adequada dentro da espécie. Entre o coelho e o preá no ecossistema do sertão com certeza o preá se sobressai. Ele facilmente conseguirá encontrar todas as suas necessidades atendidas inclusive o clima esta em seu favor quando comparado com o coelho. Podemos elucidar algumas destas desvantagens dos coelhos para este bioma; muito pelo para um clima muito quente, animal maior que o preá necessita tudo mais, mais água, mais comida, a cor o preá se camufla com facilidade a cor de seu pêlo se confunde com a cor da caatinga principalmente na estação mais seca. O preá foi projetado pela natureza para o sertão o coelho irá sofrer, pois não tolera altas temperaturas. Logo, na hora de escolher entre o coelho e o preá deve-se observar primeiro em qual bioma irei permitir que este animal se crie.

Em muitos parques ou zoológicos tem placas: “Não alimente os animais”. A oferta constante de alimentos pode provocar nos animais problemas intestinal e de obesidade ou pode estimular outros hábitos alimentares que não sejam adequados aquela espécie. Logo, assim digo como estratégia para a sua propriedade e criatório, diminua a oferta de alimentos para os animais criando condições para que ele mesmo procure e encontre. Permita que a natureza ofereça estes alimentos dando espaço e condições para que isto aconteça. Mude a concepção de cercado por liberdade aberta.

Não é possível usar os animais sem abusar deles, por mais que se tente adornar a imagem. A alternativa a toda esta exploração é muito simples: CRIE OU PERMITA QUE SE ESTABELEÇAM ESPAÇOS ABERTOS E NATURAIS.


Preste muita atenção como os animais vivem, e não unicamente o que eles comem.

01 de março de 2011

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